Justiça · 2026-10-15 · Redação Notícia ES

TSE derruba regra que exigia espera de 48 horas para reativar canais de WhatsApp como o

Ministros deixaram em aberto debate futuro sobre vinculação das campanhas com canais de apoiadores

TSE derruba regra que exigia espera de 48 horas para reativar canais de WhatsApp como o
TSE derruba regra que exigia espera de 48 horas para reativar canais de WhatsApp como o

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) derrubou a regra que exigia uma espera de 48 horas para reativar canais de WhatsApp —como o "Exército do Lula " e o "Tropa do Flávio"— após o registro dos endereços pelas campanhas dos candidatos.

Mudança vem um dia depois de o presidente

A mudança vem um dia depois de o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques , ser cobrado pelo PT a dar tratamento igualitário aos dois canais.

Como mostrou a Folha , o ministro estabeleceu o prazo para o canal de apoio a Lula voltar a funcionar, enquanto o canal de apoio a Flávio não sofreu suspensão.

Apesar de a votação ter sido unânime nesta quinta-feira (15), os ministros deixaram em aberto a possibilidade de, futuramente, debater se é viável responsabilizar um candidato, coligação ou partido por canais criados e administrados por apoiadores, sem vinculação efetiva com a campanha.

"Exército do Lula" é administrado pelo deputado federal André

O "Exército do Lula" é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), mas foi censurado por Kassio depois que o ministro viu "traços incontroversos" de atuação coordenada com a campanha do presidente à reeleição.

O presidente do TSE alertou que Lula pode vir a ser punido pelo uso irregular da ferramenta. O PT nega vínculo com a campanha.

O presidente da sigla, Edinho Silva, disse que só registrou o endereço junto à Justiça Eleitoral para cumprir a exigência do ministro e evitar que o canal ficasse fora do ar.

Já o "Tropa do Flávio" é administrado pela campanha do candidato do PL . O partido informou ao TSE em 7 de outubro a existência de um site com esse mesmo nome, mas só complementou que o endereço direcionava para o canal de WhatsApp nesta terça (13).

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Na sessão do TSE desta quinta, a ministra Estela Aranha manifestou preocupação com o fato de a Justiça Eleitoral permitir que um partido político seja responsabilizado por canais administrados por apoiadores, que têm direito à liberdade de organização.

A ressalva foi apoiada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques. Segundo ele, há distinção entre os canais oficiais de responsabilidade das siglas e canais abertos pela sociedade, e todo partido tem direito de representar contra irregularidades, mesmo as cometidas em canais não oficiais.

A Coligação Brasil Pronto Pra Mais , de Lula, entrou com ação na corte eleitoral na quarta (14) exigindo isonomia no tratamento das campanhas presidenciais, sob o argumento de que o "Tropa do Flávio" não havia sofrido as mesmas penalidades que o "Exército do Lula".

Pouco depois da iniciativa da campanha petista, em petição apresentada também ao TSE, a campanha de Flávio manifestou concordância com o restabelecimento imediato do canal, independentemente do prazo de 48 horas.

Na decisão, Kassio afirmou que as medidas até então adotadas "tiveram por finalidade preservar a integridade do ambiente informacional das Eleições 2026, especialmente diante dos riscos decorrentes da disseminação de desinformação e do uso indevido dos meios de comunicação social".

"A atuação da Justiça Eleitoral nessa matéria deve, contudo, observar a liberdade de expressão, a proporcionalidade e a mínima intervenção no debate democrático, de modo que as providências adotadas não ultrapassem o necessário à proteção da legitimidade do pleito", afirmou.

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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) derrubou a regra que exigia uma espera de 48 horas para reativar canais de WhatsApp —como o "Exército do Lula " e o "Tropa do Flávio"— após o registro dos endereços pelas campanhas dos candidatos.

A mudança vem um dia depois de o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques , ser cobrado pelo PT a dar tratamento igualitário aos dois canais.

Como mostrou a Folha , o ministro estabeleceu o prazo para o canal de apoio a Lula voltar a funcionar, enquanto o canal de apoio a Flávio não sofreu suspensão.

Em resumo

O que aconteceu?

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) derrubou a regra que exigia uma espera de 48 horas para reativar canais de WhatsApp —como o "Exército do Lula " e o "Tropa do Flávio"— após o registro dos endereços pelas campanhas dos candidatos.

Qual é o ponto principal?

A mudança vem um dia depois de o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques , ser cobrado pelo PT a dar tratamento igualitário aos dois canais. Como mostrou a Folha , o ministro estabeleceu o prazo para o canal de apoio a Lula voltar a funcionar, enquanto o canal de apoio a Flávio não sofreu suspensão.

Quais são os dados mais importantes?

Apesar de a votação ter sido unânime nesta quinta-feira (15), os ministros deixaram em aberto a possibilidade de, futuramente, debater se é viável responsabilizar um candidato, coligação ou partido por canais criados e administrados por apoiadores, sem vinculação efetiva com a campanha.

Qual é o contexto?

O "Exército do Lula" é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), mas foi censurado por Kassio depois que o ministro viu "traços incontroversos" de atuação coordenada com a campanha do presidente à reeleição.

Quais são os próximos desdobramentos?

O presidente do TSE alertou que Lula pode vir a ser punido pelo uso irregular da ferramenta. O PT nega vínculo com a campanha. O presidente da sigla, Edinho Silva, disse que só registrou o endereço junto à Justiça Eleitoral para cumprir a exigência do ministro e evitar que o canal ficasse fora do ar.

Fontes