Justiça · 2026-10-03 · Redação Notícia ES

TSE descarta ameaça concreta às eleições

Nunes Marques afirmou que órgãos de inteligência não identificaram interferência estrangeira ou ação do crime organizado contra a votação

TSE descarta ameaça concreta às eleições
TSE descarta ameaça concreta às eleições

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste sábado (3) que não há ameaça concreta de interferência internacional ou do crime organizado contra o primeiro turno das eleições, marcado para este domingo.

A declaração foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo UOL. As duas reportagens registram que o ministro citou informações dos órgãos de inteligência que trabalham com a Justiça Eleitoral e pediu cautela diante de mensagens alarmistas na véspera da votação.

Nunes Marques disse que os parceiros do tribunal não apontaram indícios capazes de sustentar a existência de uma ação coordenada contra o pleito. A afirmação trata do quadro conhecido até o momento e não significa suspensão das medidas de vigilância adotadas para o dia da eleição.

Inteligência não aponta risco concreto

O pronunciamento ocorreu depois de o governo dos Estados Unidos suspender o atendimento em representações diplomáticas no Brasil e de a Polícia Federal cumprir mandados para apurar relatos de possível risco a instalações diplomáticas. A sucessão dos fatos ampliou dúvidas nas horas finais da campanha.

Após a operação, a PF informou que não encontrou, até então, elementos que confirmassem os riscos inicialmente comunicados nem suspeitos ligados a organizações criminosas. Equipamentos de comunicação e mídias apreendidos continuam sujeitos à análise, e outras providências poderão ser tomadas se surgirem novas evidências.

O presidente do TSE também advertiu contra informações falsas criadas para provocar tumulto ou desestabilizar a realização do pleito. A orientação aos eleitores é distinguir alertas confirmados de mensagens sem prova, especialmente em grupos e redes sociais.

A posição pública busca reduzir especulações sem desmobilizar a estrutura de segurança. Uma semana antes da votação, o TSE e a Polícia Federal haviam reunido 253 integrantes da corporação para alinhar prevenção, investigação de crimes eleitorais e resposta a ameaças cibernéticas ou violentas.

Tribunal reforça fiscalização eleitoral

O planejamento oficial inclui a apuração de crimes eleitorais, o enfrentamento de organizações que tentem interferir no livre exercício do voto e o combate à violência relacionada ao processo. A Polícia Rodoviária Federal também foi acionada para preservar a circulação dos eleitores.

Neste sábado, o TSE realizou a cerimônia de verificação da integridade e autenticidade dos sistemas usados para transmissão, recepção e totalização dos resultados. O procedimento comparou os programas instalados com as versões assinadas digitalmente e lacradas em setembro.

A Justiça Eleitoral emitiu ainda a zerésima da totalização, documento que demonstra a inexistência de votos previamente computados no sistema. Observadores internacionais acompanharam a etapa, que integra o conjunto de controles executados antes da abertura das seções.

A mensagem do tribunal reúne duas ideias: não há indício concreto de ataque no quadro atual, mas a fiscalização permanece ativa. Se aparecer informação nova e verificável, caberá às autoridades de inteligência, segurança pública e Justiça Eleitoral atualizar a avaliação e agir sobre fatos, não sobre boatos.

Em resumo

O TSE identificou ameaça concreta às eleições?

Não. Segundo Nunes Marques, os órgãos de inteligência não apontaram ameaça internacional ou do crime organizado.

Por que o tema ganhou atenção?

Houve suspensão de atendimento em representações dos Estados Unidos e uma operação da PF para apurar relatos de risco.

O que a Polícia Federal informou?

A corporação disse não ter encontrado elementos que confirmassem os riscos nem suspeitos ligados a organizações criminosas até aquele momento.

A segurança foi desmobilizada?

Não. TSE, PF e outros órgãos mantêm planejamento, monitoramento e resposta para o dia da votação.

Que verificação foi feita nos sistemas?

O TSE conferiu os programas de transmissão e totalização e emitiu a zerésima, que demonstra ausência de votos computados previamente.

Fontes