TSE descarta ameaça concreta às eleições
Nunes Marques afirmou que órgãos de inteligência não identificaram interferência estrangeira ou ação do crime organizado contra a votação

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste sábado (3) que não há ameaça concreta de interferência internacional ou do crime organizado contra o primeiro turno das eleições, marcado para este domingo.
A declaração foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo UOL. As duas reportagens registram que o ministro citou informações dos órgãos de inteligência que trabalham com a Justiça Eleitoral e pediu cautela diante de mensagens alarmistas na véspera da votação.
Nunes Marques disse que os parceiros do tribunal não apontaram indícios capazes de sustentar a existência de uma ação coordenada contra o pleito. A afirmação trata do quadro conhecido até o momento e não significa suspensão das medidas de vigilância adotadas para o dia da eleição.
Inteligência não aponta risco concreto
O pronunciamento ocorreu depois de o governo dos Estados Unidos suspender o atendimento em representações diplomáticas no Brasil e de a Polícia Federal cumprir mandados para apurar relatos de possível risco a instalações diplomáticas. A sucessão dos fatos ampliou dúvidas nas horas finais da campanha.
Após a operação, a PF informou que não encontrou, até então, elementos que confirmassem os riscos inicialmente comunicados nem suspeitos ligados a organizações criminosas. Equipamentos de comunicação e mídias apreendidos continuam sujeitos à análise, e outras providências poderão ser tomadas se surgirem novas evidências.
O presidente do TSE também advertiu contra informações falsas criadas para provocar tumulto ou desestabilizar a realização do pleito. A orientação aos eleitores é distinguir alertas confirmados de mensagens sem prova, especialmente em grupos e redes sociais.
A posição pública busca reduzir especulações sem desmobilizar a estrutura de segurança. Uma semana antes da votação, o TSE e a Polícia Federal haviam reunido 253 integrantes da corporação para alinhar prevenção, investigação de crimes eleitorais e resposta a ameaças cibernéticas ou violentas.
Tribunal reforça fiscalização eleitoral
O planejamento oficial inclui a apuração de crimes eleitorais, o enfrentamento de organizações que tentem interferir no livre exercício do voto e o combate à violência relacionada ao processo. A Polícia Rodoviária Federal também foi acionada para preservar a circulação dos eleitores.
Neste sábado, o TSE realizou a cerimônia de verificação da integridade e autenticidade dos sistemas usados para transmissão, recepção e totalização dos resultados. O procedimento comparou os programas instalados com as versões assinadas digitalmente e lacradas em setembro.
A Justiça Eleitoral emitiu ainda a zerésima da totalização, documento que demonstra a inexistência de votos previamente computados no sistema. Observadores internacionais acompanharam a etapa, que integra o conjunto de controles executados antes da abertura das seções.
A mensagem do tribunal reúne duas ideias: não há indício concreto de ataque no quadro atual, mas a fiscalização permanece ativa. Se aparecer informação nova e verificável, caberá às autoridades de inteligência, segurança pública e Justiça Eleitoral atualizar a avaliação e agir sobre fatos, não sobre boatos.
Em resumo
Não. Segundo Nunes Marques, os órgãos de inteligência não apontaram ameaça internacional ou do crime organizado.
Houve suspensão de atendimento em representações dos Estados Unidos e uma operação da PF para apurar relatos de risco.
A corporação disse não ter encontrado elementos que confirmassem os riscos nem suspeitos ligados a organizações criminosas até aquele momento.
Não. TSE, PF e outros órgãos mantêm planejamento, monitoramento e resposta para o dia da votação.
O TSE conferiu os programas de transmissão e totalização e emitiu a zerésima, que demonstra ausência de votos computados previamente.