Justiça · 2026-10-09 · Redação Notícia ES

TSE julgará recurso contra candidatura de deputado eleito suspeito de ligação com PCC

MPE contesta registro de Ney Santos, ex-prefeito de Embu das Artes (SP), que recebeu 118.566 votos

TSE julgará recurso contra candidatura de deputado eleito suspeito de ligação com PCC
TSE julgará recurso contra candidatura de deputado eleito suspeito de ligação com PCC

Letícia Alves nasceu em Fortaleza e se formou em jornalismo na Universidade Federal do Ceará. Atuou no jornal O Povo, Poder360, Brasil sem Medo e Gazeta do Povo. Atualmente, é repórter na Revista Oeste.

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisará um recurso do Ministério

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisará um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o registro de Ney Santos como deputado federal, após sua eleição com 118.566 votos no dia 4 de outubro.

O MPE alega que ele possui ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), o que representa um risco à democracia.

O TRE-SP havia liberado sua candidatura em 15 de setembro, mas o MPE busca a cassação do registro, citando precedentes de candidatos com vínculos com organizações criminosas.

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgará um recurso do Ministério

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgará um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o registro de Ney Santos como candidato a deputado federal.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) liberou a candidatura do ex-prefeito de Embu das Artes. Ele recebeu 118.566 votos no domingo 4 e foi eleito.

O MPE o acusa de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O ministro Floriano de Azevedo Marques relata o caso.

Ele participou de julgamento que permitiu à Justiça Eleitoral negar o registro de integrantes de grupos criminosos com base em provas consistentes, mesmo sem condenação definitiva.

O MPE afirma que a candidatura de Ney representa um “risco à soberania popular e à integridade das instituições democráticas”. Se o TSE acolher o recurso, o candidato perderá retroativamente o registro e o mandato obtido nas urnas.

O precedente envolve Fabinho Varandão, de Belford Roxo (RJ). Ele teve a candidatura indeferida em 2024 por envolvimento com milícia.

Por unanimidade, o TSE estabeleceu a aplicação imediata da proibição constitucional ao uso de organizações paramilitares ou de mesma natureza por partidos políticos.

A defesa de Ney, porém, alega diferenças em relação aos precedentes sobre milícias. O TRE-SP considerou que a principal ação penal contra ele por organização criminosa segue em fase de instrução, sem sentença de primeiro grau.

O tribunal deferiu o registro em 15 de setembro, por 3 votos a 2. Regis de Castillo e Maria Cláudia Bedotti acompanharam a relatora, Danyelle Galvão, a favor do candidato. Mairan Maia Júnior e Roberto Maia votaram contra. Fernanda Massad declarou suspeição.

O MPE recorreu ao TSE para cassar o registro. A Procuradoria-Geral Eleitoral apresentou parecer favorável ao recurso e defendeu o barramento da candidatura.

Claudinei Alves dos Santos, conhecido como Ney Santos, é réu por comando de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ele cumpriu pena por abuso de poder econômico. A Justiça de primeira instância também o condenou por porte de arma com numeração raspada.

Ney teve condenação anterior por formação de quadrilha e cumpriu dois anos de prisão por roubo a banco.

Segundo a promotoria, depois de sua saída da prisão, a polícia e o Ministério Público continuaram a receber informações de que ele integrava o PCC e de que sua fortuna provinha essencialmente do tráfico de drogas.

O TSE também condenou Ney por financiamento ilegal de campanha nas eleições de 2016. A decisão o manteve inelegível até 2024.

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Em resumo

O que aconteceu?

Letícia Alves nasceu em Fortaleza e se formou em jornalismo na Universidade Federal do Ceará. Atuou no jornal O Povo, Poder360, Brasil sem Medo e Gazeta do Povo. Atualmente, é repórter na Revista Oeste.

Qual é o ponto principal?

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisará um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o registro de Ney Santos como deputado federal, após sua eleição com 118.566 votos no dia 4 de outubro. O MPE alega que ele possui ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), o que representa um risco à democracia. O TRE-SP havia liberado sua candidatu

Quais são os dados mais importantes?

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgará um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o registro de Ney Santos como candidato a deputado federal. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) liberou a candidatura do ex-prefeito de Embu das Artes. Ele recebeu 118.566 votos no domingo 4 e foi eleito.

Qual é o contexto?

O MPE o acusa de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O ministro Floriano de Azevedo Marques relata o caso. Ele participou de julgamento que permitiu à Justiça Eleitoral negar o registro de integrantes de grupos criminosos com base em provas consistentes, mesmo sem condenação definitiva.

Quais são os próximos desdobramentos?

O MPE afirma que a candidatura de Ney representa um “risco à soberania popular e à integridade das instituições democráticas”. Se o TSE acolher o recurso, o candidato perderá retroativamente o registro e o mandato obtido nas urnas.

Fontes