TSE manda retirar links de perfis supostamente ligados a Flávio
Decisão afeta redes sociais da Meta e a plataforma de comércio eletrônico Shopee

Formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua na cobertura política em Brasília há dois anos. Foi repórter de uma afiliada da TV Globo. Cobriu as eleições norte-americanas de 2024, em Washington; o conclave de 2025, em Roma; e a COP30, em Belém.
Contexto
• O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta retire links de venda de produtos relacionados ao senador Flávio Bolsonaro, em resposta a uma reclamação da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. • A decisão foi tomada pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que deu 48 horas para a Meta e a Shopee fornecerem informações sobre os perfis envolvidos. • O PT acusa Flávio e aliados de uso indevido das redes sociais e abuso de poder político.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta, big tech que controla as redes sociais Facebook e Instagram, retire links de venda divulgados em perfis supostamente vinculados ao senador e candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Divulgada nesta terça-feira, 22, a decisão partiu do corregedor-geral da Justiça Eleitoral em exercício, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva .
Com esse parecer, o TSE acata reclamação feita pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com a campanha encabeçada pelo petista, mais de 1,8 mil publicações foram divulgadas em formato collab , recurso no Instagram que permite a divulgação simultânea de um mesmo conteúdo em mais de uma conta. À Justiça, o PT afirma que cerca de 500 perfis teriam sido usados de modo indevido para, por meio de divulgação de links da plataforma de comércio eletrônico Shopee, promoverem a campanha de Flávio. Conforme a denúncia, o grupo divulgaria produtos com referência positiva ao presidenciável do PL.
Desdobramentos
Na ação, a coligação petista também cita o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), e o deputado federal Mário Frias (PL-SP). Em termos legais, o PT acusa o trio do Partido Liberal de uso indevido das redes sociais, abuso dos poder econômico e abuso de poder político.
Em sua decisão, Cueva deu 48 horas para a Meta retirar do ar os links indicados pelo PT. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral em exercício determinou que tanto Meta quanto Shopee têm o mesmo prazo para repassar informações ao TSE.
Além de preservar registros de cadastro, acesso e conteúdo, inclusive dados sobre os convites e aceites das publicações em collab , a Meta deverá informar quem administra os perfis indicados na ação e se há contas associadas a eles. De acordo com a Justiça Eleitoral, os dados fornecidos ficarão sob sigilo e só poderão ser usados no processo.
A Shopee terá, por sua vez, de identificar os responsáveis pela loja virtual Bella Chic Store e os titulares de três links de venda mencionados na ação aberta pela coligação de Lula. A empresa de e-commerce também deverá informar se esses endereços on-line estão ligados a contas de seu programa de afiliados.
A multa pelo descumprimento é de R$ 50 mil por dia para cada ordem.
Cueva rejeitou, por ora, o pedido para suspender a comercialização dos produtos disponíveis na Shopee. Na decisão, o ministro afirmou que os elementos apresentados ainda não demonstram vínculo entre a loja virtual e a candidatura de Flávio nem que o dinheiro das vendas seja destinado ao senador. O magistrado também deixou para outra etapa a análise dos pedidos de acesso a dados financeiros da Bella Chic Store e de requisição de informações aos gabinetes parlamentares de Flávio, Gaspar e Frias.
Os três integrantes do PL terão cinco dias para apresentar defesa. Depois, o processo seguirá para a Procuradoria-Geral Eleitoral.
Leia também: “Eleição não é brinquedo” , artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 321 da Revista Oeste
Em resumo
Formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua na cobertura política em Brasília há dois anos. Foi repórter de uma afiliada da TV Globo. Cobriu as eleições norte-americanas de 2024, em Washington; o conclave de 2025, em Roma; e a COP30, em Belém.
• O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta retire links de venda de produtos relacionados ao senador Flávio Bolsonaro, em resposta a uma reclamação da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. • A decisão foi tomada pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que deu 48 horas para a Meta e a Shopee fornecerem informações sobre os perfi
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta, big tech que controla as redes sociais Facebook e Instagram, retire links de venda divulgados em perfis supostamente vinculados ao senador e candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Divulgada nesta terça-feira, 22, a decisão partiu do corregedor-geral da Justiça Eleitoral em exercício, minis
Com esse parecer, o TSE acata reclamação feita pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com a campanha encabeçada pelo petista, mais de 1,8 mil publicações foram divulgadas em formato collab , recurso no Instagram que permite a divulgação simultânea de um mesmo conteúdo em mais de uma conta. À Justiça, o
Na ação, a coligação petista também cita o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), e o deputado federal Mário Frias (PL-SP). Em termos legais, o PT acusa o trio do Partido Liberal de uso indevido das redes sociais, abuso dos poder econômico e abuso de poder político.