Política Nacional · 2026-09-22 · Redação Notícia ES

TSE manda retirar links de perfis supostamente ligados a Flávio

Decisão afeta redes sociais da Meta e a plataforma de comércio eletrônico Shopee

TSE manda retirar links de perfis supostamente ligados a Flávio
TSE manda retirar links de perfis supostamente ligados a Flávio

Formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua na cobertura política em Brasília há dois anos. Foi repórter de uma afiliada da TV Globo. Cobriu as eleições norte-americanas de 2024, em Washington; o conclave de 2025, em Roma; e a COP30, em Belém.

Contexto

• O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta retire links de venda de produtos relacionados ao senador Flávio Bolsonaro, em resposta a uma reclamação da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. • A decisão foi tomada pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que deu 48 horas para a Meta e a Shopee fornecerem informações sobre os perfis envolvidos. • O PT acusa Flávio e aliados de uso indevido das redes sociais e abuso de poder político.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta, big tech que controla as redes sociais Facebook e Instagram, retire links de venda divulgados em perfis supostamente vinculados ao senador e candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Divulgada nesta terça-feira, 22, a decisão partiu do corregedor-geral da Justiça Eleitoral em exercício, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva .

Com esse parecer, o TSE acata reclamação feita pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com a campanha encabeçada pelo petista, mais de 1,8 mil publicações foram divulgadas em formato collab , recurso no Instagram que permite a divulgação simultânea de um mesmo conteúdo em mais de uma conta. À Justiça, o PT afirma que cerca de 500 perfis teriam sido usados de modo indevido para, por meio de divulgação de links da plataforma de comércio eletrônico Shopee, promoverem a campanha de Flávio. Conforme a denúncia, o grupo divulgaria produtos com referência positiva ao presidenciável do PL.

Desdobramentos

Na ação, a coligação petista também cita o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), e o deputado federal Mário Frias (PL-SP). Em termos legais, o PT acusa o trio do Partido Liberal de uso indevido das redes sociais, abuso dos poder econômico e abuso de poder político.

Em sua decisão, Cueva deu 48 horas para a Meta retirar do ar os links indicados pelo PT. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral em exercício determinou que tanto Meta quanto Shopee têm o mesmo prazo para repassar informações ao TSE.

Além de preservar registros de cadastro, acesso e conteúdo, inclusive dados sobre os convites e aceites das publicações em collab , a Meta deverá informar quem administra os perfis indicados na ação e se há contas associadas a eles. De acordo com a Justiça Eleitoral, os dados fornecidos ficarão sob sigilo e só poderão ser usados no processo.

A Shopee terá, por sua vez, de identificar os responsáveis pela loja virtual Bella Chic Store e os titulares de três links de venda mencionados na ação aberta pela coligação de Lula. A empresa de e-commerce também deverá informar se esses endereços on-line estão ligados a contas de seu programa de afiliados.

A multa pelo descumprimento é de R$ 50 mil por dia para cada ordem.

Cueva rejeitou, por ora, o pedido para suspender a comercialização dos produtos disponíveis na Shopee. Na decisão, o ministro afirmou que os elementos apresentados ainda não demonstram vínculo entre a loja virtual e a candidatura de Flávio nem que o dinheiro das vendas seja destinado ao senador. O magistrado também deixou para outra etapa a análise dos pedidos de acesso a dados financeiros da Bella Chic Store e de requisição de informações aos gabinetes parlamentares de Flávio, Gaspar e Frias.

Os três integrantes do PL terão cinco dias para apresentar defesa. Depois, o processo seguirá para a Procuradoria-Geral Eleitoral.

Leia também: “Eleição não é brinquedo” , artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 321 da Revista Oeste

Em resumo

O que aconteceu?

Formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua na cobertura política em Brasília há dois anos. Foi repórter de uma afiliada da TV Globo. Cobriu as eleições norte-americanas de 2024, em Washington; o conclave de 2025, em Roma; e a COP30, em Belém.

Qual é o ponto principal?

• O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta retire links de venda de produtos relacionados ao senador Flávio Bolsonaro, em resposta a uma reclamação da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. • A decisão foi tomada pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que deu 48 horas para a Meta e a Shopee fornecerem informações sobre os perfi

Quais são os dados mais importantes?

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta, big tech que controla as redes sociais Facebook e Instagram, retire links de venda divulgados em perfis supostamente vinculados ao senador e candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Divulgada nesta terça-feira, 22, a decisão partiu do corregedor-geral da Justiça Eleitoral em exercício, minis

Qual é o contexto?

Com esse parecer, o TSE acata reclamação feita pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com a campanha encabeçada pelo petista, mais de 1,8 mil publicações foram divulgadas em formato collab , recurso no Instagram que permite a divulgação simultânea de um mesmo conteúdo em mais de uma conta. À Justiça, o

Quais são os próximos desdobramentos?

Na ação, a coligação petista também cita o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), e o deputado federal Mário Frias (PL-SP). Em termos legais, o PT acusa o trio do Partido Liberal de uso indevido das redes sociais, abuso dos poder econômico e abuso de poder político.

Fontes