Justiça · 2026-10-10 · Redação Notícia ES

TSE questiona Meta após campanha de Lula acusar empresa de favorecer Flávio Bolsonaro

Equipe do petista aponta problemas envolvendo propaganda eleitoral nas redes sociais; empresa americana disse que as alegações são falsas

TSE questiona Meta após campanha de Lula acusar empresa de favorecer Flávio Bolsonaro
TSE questiona Meta após campanha de Lula acusar empresa de favorecer Flávio Bolsonaro

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Marco Aurélio Bellizze determinou neste sábado que a Meta ( M1TA34 ), dona das redes Instagram e Facebook, preste uma série de esclarecimentos sobre as dificuldades relatadas pela campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de impulsionar o seu conteúdo digital.

Coligação do petista moveu uma ação no TSE, acusando

A coligação do petista moveu uma ação no TSE, acusando a Meta de fazer “seletividade algorítmica” e “restrição” de alcance às suas postagens, “omissão” na remoção de contas que usam inteligência artificial para atacar Lula, e manutenção de “conteúdos sintéticos” que são vedados pelo Tribunal.

Por fim, a equipe pediu com caráter de urgência a restauração do padrão de distribuição de conteúdos, suspensão das restrições de entrega e remoção de contas “automatizadas e inautênticas”.

Diante da solicitação, o ministro do TSE deu um prazo de 48 horas para a Meta responder a seis questionamentos. São eles:

1) Preservação integral dos registros e mecanismos adotados pelas

1) Preservação integral dos registros e mecanismos adotados pelas redes sociais na moderação de conteúdo, anúncios e métricas;

2) Detalhamento individualizado sobre as ações de moderação aplicadas desde 16 de agosto – início da campanha eleitoral;

3) Explicações sobre as supostas anomalias no cálculo da contagem de visualizações de postagens;

4) Razões para a desabilitação da conta de anúncios da campanha de Lula em 23 de setembro;

5) Esclarecimentos sobre se identificou ou apurou rede de perfis automatizados que faziam campanha para Flávio Bolsonaro e atacava Lula

6) Descrever a relação de canais e perfis dos presidenciáveis que foram excluídos do sistema devido às regras eleitorais

Em nota, a Meta afirmou que as alegações da campanha petista são “simplesmente falsas” e “não encontram respaldo nos fatos”.

“Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas.

Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, diz o texto da assessoria da empresa norte-americana.

Na manhã deste sábado (10), a campanha de Lula havia anunciado que acionaria o TSE e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) contra a Meta.

Em nota, a equipe do petista afirmou ter ficado impossibilitada de utilizar o recurso durante o período e questionou a empresa, que atribuiu o episódio a um problema técnico. O problema, de acordo com integrantes do PT, já foi solucionado.

De acordo com a nota da campanha de Lula, a empresa não apresentou evidências de que o problema tenha atingido outros candidatos no Brasil. “Mais uma vez, afirma a Meta, foi um ‘problema técnico’”, diz o texto.

A campanha sustenta que o episódio faz parte de uma sequência de problemas envolvendo os perfis do presidente e de apoiadores nas plataformas da empresa durante a disputa eleitoral.

Na avaliação da equipe petista, a repetição das falhas e a falta de transparência nas explicações levantam suspeitas de interferência no processo eleitoral em benefício do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.

Esta não é a primeira vez que a campanha de Lula aponta interferência da empresa na disputa eleitoral.

Em setembro, a equipe do petista já havia cobrado0 oficialmente explicações da Meta alegando que a conta de anúncios do candidato à reeleição no Facebook estava sob restrições.

Segundo comunicado oficial do PT divulgado na época, o perfil oficial de Lula também chegou a ficar desabilitado na véspera.

Em resumo

O que aconteceu?

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Marco Aurélio Bellizze determinou neste sábado que a Meta ( M1TA34 ), dona das redes Instagram e Facebook, preste uma série de esclarecimentos sobre as dificuldades relatadas pela campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de impulsionar o seu conteúdo digital.

Qual é o ponto principal?

A coligação do petista moveu uma ação no TSE, acusando a Meta de fazer “seletividade algorítmica” e “restrição” de alcance às suas postagens, “omissão” na remoção de contas que usam inteligência artificial para atacar Lula, e manutenção de “conteúdos sintéticos” que são vedados pelo Tribunal. Por fim, a equipe pediu com caráter de urgência a restauração do p

Quais são os dados mais importantes?

Diante da solicitação, o ministro do TSE deu um prazo de 48 horas para a Meta responder a seis questionamentos. São eles:

Qual é o contexto?

1) Preservação integral dos registros e mecanismos adotados pelas redes sociais na moderação de conteúdo, anúncios e métricas;

Quais são os próximos desdobramentos?

2) Detalhamento individualizado sobre as ações de moderação aplicadas desde 16 de agosto – início da campanha eleitoral;

Fontes