Política Nacional · 2026-09-24 · Redação Notícia ES

TSE rejeita recurso e barra candidatura de Arruda ao governo do DF

Placar foi de 5 a 2; ex-governador diz que confia na Justiça mesmo contrariado e afirma: 'Peço perdão por desapontá-los'

TSE rejeita recurso e barra candidatura de Arruda ao governo do DF
TSE rejeita recurso e barra candidatura de Arruda ao governo do DF

Jornalista formada pela Universidade Federal de Mato Grosso, com extensão em jornalismo econômico pela Fundação Getulio Vargas. Atuou no jornal O Estado de S. Paulo. É repórter de Oeste em São Paulo.

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, nesta quinta-feira, 24, por

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, nesta quinta-feira, 24, por 5 votos a 2, o recurso da defesa do ex-governador do DF, José Roberto Arruda (PSD), mantendo sua inelegibilidade devido a sete condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora. O relator, ministro Dias Toffoli, e outros quatro ministros votaram pela rejeição, enquanto dois divergiram.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, nesta quinta-feira, 24, por 5 votos a 2, o recurso da defesa do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) e manteve o indeferimento de sua candidatura ao governo do DF. Com a decisão, o nome de Arruda deve ser retirado das urnas.

O relator, ministro Dias Toffoli, votou contra o recurso e liderou a maioria formada pelos ministros Ricardo Villas Bôas Cueva, Sebastião Alves dos Reis Júnior, André Mendonça e Nunes Marques. Os ministros Floriano Peixoto e Estela Aranha divergiram. O colegiado manteve a inelegibilidade de Arruda, porque condenações colegiadas por improbidade administrativa nos últimos oito anos enquadram o político na Lei da Ficha Limpa.

Principal motivo da decisão são as sete condenações de

O principal motivo da decisão são as sete condenações de Arruda em segunda instância por atos dolosos de improbidade administrativa, todas relacionadas à Operação Caixa de Pandora, deflagrada em 2009 para investigar um esquema de corrupção que envolveu contratos de informática do governo do DF. O ex-governador chegou a ser preso quando chefiava o Executivo local durante as investigações.

Leia mais: “ Arruda não indica substituto e mantém candidatura indefinida no DF ”

A defesa alegava que as alterações promovidas pelo Congresso na Lei da Ficha Limpa no ano passado garantiam a ele o direito de concorrer. O argumento central era que as sete condenações eram conexas, e somente a primeira deveria servir como marco inicial para a contagem do período de inelegibilidade. O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, classificou a tese como baseada em “interpretações equivocadas” da lei.

Pouco depois do julgamento, Arruda divulgou um pronunciamento em suas redes sociais. Ele afirmou que mantém a fé e o respeito ao Poder Judiciário , mesmo em um momento que classificou como difícil.

“Quero falar do meu respeito ao Poder Judiciário, mesmo com tudo que está acontecendo na Justiça brasileira, infelizmente”, declarou. “A contribuição que devo dar neste momento como brasileiro é dizer que confio na Justiça mesmo quando suas decisões contrariam o meu ponto de vista.”

Um post compartilhado por José Arruda | Candidato a Governador do DF 55 (@arruda.df)

O ex-governador agradeceu aos apoiadores que o acompanharam durante a campanha e pediu perdão pelo resultado. “A cada um de vocês, o meu abraço de profunda gratidão”, disse. “Não desistam de Brasília, não desistam do Brasil. Esses tempos difíceis vão passar e tempos melhores virão, com fé em Deus”. “Peço perdão por desapontá-los.”

Arruda também mencionou os dois votos divergentes no TSE. “Os dois votos divergentes no TSE deixam muito claro, à luz do dia, a vigência da lei e o meu direito”, afirmou. Para ele, a decisão pode representar o fim de sua trajetória política na capital. “Talvez tenha cumprido minha última missão em Brasília.”

Em resumo

O que aconteceu?

Jornalista formada pela Universidade Federal de Mato Grosso, com extensão em jornalismo econômico pela Fundação Getulio Vargas. Atuou no jornal O Estado de S. Paulo. É repórter de Oeste em São Paulo.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, nesta quinta-feira, 24, por 5 votos a 2, o recurso da defesa do ex-governador do DF, José Roberto Arruda (PSD), mantendo sua inelegibilidade devido a sete condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora. O relator, ministro Dias Toffoli, e outros quatro ministros votaram pela r

Quais são os dados mais importantes?

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, nesta quinta-feira, 24, por 5 votos a 2, o recurso da defesa do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) e manteve o indeferimento de sua candidatura ao governo do DF. Com a decisão, o nome de Arruda deve ser retirado das urnas.

Qual é o contexto?

O relator, ministro Dias Toffoli, votou contra o recurso e liderou a maioria formada pelos ministros Ricardo Villas Bôas Cueva, Sebastião Alves dos Reis Júnior, André Mendonça e Nunes Marques. Os ministros Floriano Peixoto e Estela Aranha divergiram. O colegiado manteve a inelegibilidade de Arruda, porque condenações colegiadas por improbidade administrativa

Quais são os próximos desdobramentos?

O principal motivo da decisão são as sete condenações de Arruda em segunda instância por atos dolosos de improbidade administrativa, todas relacionadas à Operação Caixa de Pandora, deflagrada em 2009 para investigar um esquema de corrupção que envolveu contratos de informática do governo do DF. O ex-governador chegou a ser preso quando chefiava o Executivo l

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