TSE retira do ar vídeo de presos com camisetas do PT
Ministra Estela Aranha determinou a remoção de cinco publicações que associavam suspeitos de tráfico a Lula; denúncia contra policiais segue sob investigação

A ministra Estela Aranha, do TSE, determinou a remoção de cinco publicações que mostravam três jovens detidos em Piracicaba (SP) com camisetas em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Decisão, divulgada na sexta-feira 23, foi baseada na falta
A decisão, divulgada na sexta-feira 23, foi baseada na falta de provas que ligassem Lula e o PT aos crimes investigados, considerando que a presença dos jovens com as camisetas não comprova vínculo com atividades criminosas.
A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , determinou a retirada de cinco publicações que exibiam três jovens detidos em Piracicaba (SP) com camisetas que faziam referência ao presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão, divulgada na sexta-feira 23, atingiu postagens dos senadores eleitos Guilherme Derrite (PP-SP) e Carlos Jordy (PL-RJ), além de uma publicação no canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”.
Ministra entendeu que as imagens não apresentam provas suficientes
A ministra entendeu que as imagens não apresentam provas suficientes para associar Lula e o PT aos crimes investigados.
Segundo a decisão, a presença de suspeitos de envolvimento em atividades criminosas com camisetas de apoio a um candidato não comprova vínculo entre os detidos, o partido e os delitos.
A magistrada também considerou que as publicações ultrapassam os limites da crítica político-eleitoral quando associam os suspeitos ao presidente e ao partido sem apresentar elementos objetivos que sustentem essa relação. Os autores já excluíram as publicações.
A Polícia Militar deteve dois homens adultos e apreendeu um adolescente durante uma operação contra o tráfico de drogas na comunidade Pantanal, em Piracicaba, na quarta-feira 21.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) , os policiais apreenderam 160 invólucros de cocaína, um revólver e dinheiro.
Imagens dos suspeitos com camisetas que faziam referência a Lula circularam nas redes sociais. Ao comentar a ocorrência, Guilherme Derrite defendeu leis mais duras e a redução da maioridade penal.
A mãe do adolescente, porém, afirmou que o filho foi obrigado a vestir a camiseta. Segundo ela, o jovem saiu de casa usando uma regata azul, e não a peça que aparece nas imagens.
Ela também declarou que o filho saiu de casa, na noite de terça-feira 20, para buscar drogas para consumo próprio.
A denúncia levantou questionamentos sobre a conduta dos policiais que participaram da ocorrência. A SSP informou que abriu uma investigação preliminar para apurar o relato. A pasta declarou que não compactua com desvios de conduta e que pune os casos comprovados.
A decisão do TSE trata da divulgação das publicações, mas não estabelece se os policiais obrigaram os jovens a vestir as camisetas. A investigação sobre a atuação dos agentes segue em andamento.
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Em resumo
A ministra Estela Aranha, do TSE, determinou a remoção de cinco publicações que mostravam três jovens detidos em Piracicaba (SP) com camisetas em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão, divulgada na sexta-feira 23, foi baseada na falta de provas que ligassem Lula e o PT aos crimes investigados, considerando que a presença dos jovens com as
A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , determinou a retirada de cinco publicações que exibiam três jovens detidos em Piracicaba (SP) com camisetas que faziam referência ao presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão, divulgada na sexta-feira 23, atingiu postagens dos senadores eleitos Guilherme Derrite (PP-SP) e Carlos Jordy (PL-RJ), além de uma publicação no canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”.
A ministra entendeu que as imagens não apresentam provas suficientes para associar Lula e o PT aos crimes investigados. Segundo a decisão, a presença de suspeitos de envolvimento em atividades criminosas com camisetas de apoio a um candidato não comprova vínculo entre os detidos, o partido e os delitos.
A magistrada também considerou que as publicações ultrapassam os limites da crítica político-eleitoral quando associam os suspeitos ao presidente e ao partido sem apresentar elementos objetivos que sustentem essa relação. Os autores já excluíram as publicações.