Urna passa por testes antes da totalização
Sistema eletrônico opera sem conexão à internet e reúne inspeção de códigos, assinatura digital, teste de integridade e boletim público.

O voto registrado neste domingo, 4 de outubro, percorre uma cadeia de procedimentos tecnológicos antes de integrar o resultado nacional. A urna funciona isolada durante a votação e produz arquivos protegidos para a etapa de totalização.
O Poder360 descreveu o trajeto entre a digitação e a divulgação do resultado. As etapas foram confirmadas em normas e materiais técnicos do Tribunal Superior Eleitoral, que preveem inspeção dos sistemas, assinatura digital, lacração, testes públicos e auditorias.
A urna não se conecta à internet, a redes Wi-Fi ou a Bluetooth durante a votação. O equipamento executa programas previamente preparados pela Justiça Eleitoral e identificados por assinaturas digitais e resumos criptográficos, conhecidos como hashes.
Camadas protegem cada equipamento
Antes da eleição, entidades fiscalizadoras podem examinar o código-fonte dos sistemas. O Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil, partidos, federações, universidades e outras instituições previstas nas normas têm acesso aos procedimentos dentro dos prazos definidos.
Os programas aprovados passam por cerimônia de assinatura digital e lacração. Depois, são carregados nas urnas com registros que permitem comparar as versões instaladas com aquelas apresentadas às entidades fiscalizadoras.
No dia da votação, a seção emite a zerésima antes da abertura. O documento demonstra que não existe voto computado previamente para nenhuma candidatura naquele equipamento.
Outra verificação ocorre no Teste de Integridade. Cédulas de papel preenchidas previamente têm seus votos digitados em uma urna sorteada, sob fiscalização e em ambiente público. Ao final, a contagem eletrônica é comparada ao registro manual conhecido desde o início do procedimento.
Boletim permite conferência pública
Encerrada a votação, a urna imprime o Boletim de Urna, que informa a quantidade de votos registrada naquela seção. Uma via fica disponível no local, permitindo que partidos, fiscais e cidadãos comparem o documento com o resultado posteriormente divulgado.
Os dados são gravados em mídia própria e transmitidos à estrutura de totalização. A transmissão não transforma a urna em um equipamento conectado durante a votação: ela ocorre somente depois do encerramento e a partir de sistemas preparados para receber os arquivos de resultado.
O Registro Digital do Voto guarda os votos sem relacioná-los à identidade nem à ordem em que foram depositados. Ele permite recontagem e comparação com o boletim da seção sem revelar a escolha individual do eleitor.
Entre as auditorias previstas estão a verificação de assinaturas digitais, a conferência dos resumos criptográficos e a comparação entre a recontagem do registro digital e o boletim impresso. Os mecanismos documentam etapas diferentes do processo, em vez de depender de uma única barreira técnica.
O resultado nacional surge da soma dos boletins produzidos nas seções. A possibilidade de confrontar cópias impressas com os dados totalizados oferece uma trilha pública de verificação, enquanto o isolamento da urna preserva o registro local durante o período de votação.
Em resumo
Não. O equipamento opera isolado, sem internet, Wi-Fi ou Bluetooth durante a votação.
É uma auditoria que compara votos conhecidos em cédulas de papel com a contagem produzida por uma urna sorteada.
O documento informa os votos contabilizados em cada seção após o encerramento da votação.
Sim. Entidades autorizadas podem inspecionar os sistemas eleitorais dentro dos prazos estabelecidos.
Sim. Boletins impressos podem ser comparados com os resultados divulgados e com a recontagem do registro digital.