Vendas externas e data centers sustentam crescimento da WEG
Mercado externo respondeu por 62,5% da receita no terceiro trimestre, enquanto equipamentos para energia e refrigeração atenderam data centers.

A WEG encerrou o terceiro trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 10,86 bilhões, avanço de 5,7% sobre o mesmo período do ano anterior. O lucro líquido chegou a R$ 1,67 bilhão, alta de 0,9%, enquanto a expansão internacional e a procura por infraestrutura de data centers sustentaram parte relevante do crescimento.
Segundo o Poder360, o mercado externo respondeu por 62,5% da receita total, a maior participação já registrada pela companhia. As vendas fora do Brasil somaram R$ 6,79 bilhões, crescimento de 8,3% em reais. Em moeda local, desconsideradas aquisições, a expansão foi maior porque a valorização do real reduziu a conversão para o balanço.
O resultado oficial divulgado pela área de relações com investidores da WEG informa Ebitda de R$ 2,35 bilhões, 3,1% acima do terceiro trimestre de 2025. A margem Ebitda, porém, recuou de 22,2% para 21,6%, sinal de que custos e composição das vendas impediram que a rentabilidade acompanhasse integralmente a receita.
O UOL confirmou investimento de R$ 905,4 milhões no trimestre, voltado à modernização e à ampliação da capacidade produtiva no Brasil e no exterior. O caixa líquido terminou em R$ 2,54 bilhões. Esses números mostram uma empresa ainda geradora de recursos, mas com pressão sobre margens e necessidade de executar projetos de expansão.
Exterior amplia participação na receita
A América do Norte respondeu por 54,7% da receita externa medida em dólares e cresceu 31,1% em um ano. A WEG se beneficiou de entregas de transformadores para redes elétricas, geradores de reserva e equipamentos industriais. O movimento compensou retrações observadas em outras regiões e a atividade mais fraca de alguns clientes brasileiros.
No segmento de geração, transmissão e distribuição de energia, a receita atingiu R$ 4,19 bilhões, alta de 13,8%. Só no exterior, essa divisão faturou R$ 2,49 bilhões, crescimento de 24,1%. Transformadores para reforço da rede norte-americana e geradores produzidos pela Marathon tiveram peso no resultado.
No mercado interno, a receita chegou a R$ 4,07 bilhões, 1,8% acima de igual trimestre de 2025. Entregas para projetos de transmissão, distribuição e automação ajudaram, enquanto a geração solar mostrou demanda menor. O quadro indica crescimento, mas não uniforme entre linhas de produto e regiões.
Data centers puxam dois segmentos
Centros de processamento de dados precisam de fornecimento elétrico contínuo e de sistemas intensivos de ventilação e refrigeração. A WEG atende as duas necessidades: vende geradores e transformadores na área de energia e fornece motores, automação e equipamentos industriais para controlar a temperatura das instalações.
A demanda ligada à inteligência artificial pode ampliar esse mercado, mas não elimina riscos. Projetos de data centers dependem de energia disponível, licenciamento, acesso a redes e investimentos de clientes. Tarifas de importação, preços de matérias-primas e câmbio também afetam custo e margem dos equipamentos vendidos no exterior.
O balanço mostra que a tese de crescimento da WEG está cada vez mais conectada à expansão da infraestrutura elétrica mundial. O desafio dos próximos trimestres será converter a carteira ligada a redes e data centers em receita sem nova erosão de margem. Crescer fora do país melhora a diversificação, mas exige capacidade produtiva, disciplina de capital e controle de custos.
Em resumo
A receita líquida foi de R$ 10,86 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta anual de 5,7%.
O lucro líquido alcançou R$ 1,67 bilhão, aumento de 0,9% em comparação com igual período de 2025.
O mercado externo representou 62,5% da receita total e somou R$ 6,79 bilhões.
Eles demandam geradores, transformadores, motores e sistemas de ventilação e refrigeração fornecidos pela companhia.
O Ebitda aumentou, mas a margem Ebitda caiu de 22,2% para 21,6%, indicando pressão relativa sobre a rentabilidade.