Economia · 2026-10-29 · Redação Notícia ES

Vitória e Serra concentram mais da metade das maiores empresas do ES

A concentração de riqueza em Vitória e Serra é uma questão antiga da economia capixaba. Começa com a instalação do Porto de Vitória, em 1906

Vitória e Serra concentram mais da metade das maiores empresas do ES
Vitória e Serra concentram mais da metade das maiores empresas do ES

Cento e uma das 200 maiores empresas do Espírito Santo estão sediadas em apenas duas cidades: Serra e Vitória.

Quando olhamos para a receita operacional líquida, indicador escolhido

Quando olhamos para a receita operacional líquida, indicador escolhido pelos economistas do Anuário IEL 200 Maiores Empresas do Espírito Santo 2026 na montagem do ranking, dos R$ 222,12 bilhões faturados, em 2025, R$ 167,9 bilhões, 75,5%, se deram nas companhias instaladas na Capital e na Serra, cidade que tem o maior polo industrial do Estado.

Ou seja, além de abrigarem os empreendimentos, na média eles movimentam mais dinheiro que os instalados nas outras 76 cidades capixabas.

A concentração de riqueza em Vitória e Serra é uma questão antiga da economia capixaba.

Começa com a instalação do Porto de Vitória,

Começa com a instalação do Porto de Vitória, em 1906, e se aprofunda violentamente com os grandes projetos industriais, a partir dos anos 1960.

É claro que nem todas as empresas que compõem o Produto Interno Bruto (PIB) capixaba estão no ranking organizado pela Federação da Indústrias do Espírito Santo (Findes), já que só entram na lista as companhias as companhias ou que divulgam balanços o que fornecem os seus dados para o time do IEL, mas trata-se de um extrato relevante e que apenas confirma o abismo econômico entre os municípios.

Com o avanço do comércio atacadista, responsável pela construção dos grandes complexos logísticos que se espalham principalmente pela Grande Vitória, cidades como Cariacica, com 19 empresas na lista e faturamento de R$ 7,9 bi, até tentam furar a bolha, mas a distância ainda é grande.

Para efeito de comparação, as companhias sediadas em Vitória (lembrando que a Petrobras, que não tem qualquer operação na Capital, está entre elas) tiveram receita operacional líquida de R$ 148,7 bi, em 2025.

As da Serra (quase todas com operação por lá) bateram em R$ 19,2 bi. Fora da Região Metropolitana, os destaques são Anchieta e Linhares, com 17 empresas no ranking.

Juntas elas apresentaram uma receita operacional líquida de R$ 16,3 bilhões (R$ 10,5 bi apenas da Samarco). Vinte e dois municípios têm pelo menos uma empresa entre as 200 maiores do Estado.

Cento e uma das 200 maiores empresas do Espírito Santo estão sediadas em apenas duas cidades: Serra e Vitória.

Quando olhamos para a receita operacional líquida, indicador escolhido pelos economistas do Anuário IEL 200 Maiores Empresas do Espírito Santo 2026 na montagem do ranking, dos R$ 222,12 bilhões faturados, em 2025, R$ 167,9 bilhões, 75,5%, se deram nas companhias instaladas na Capital e na Serra, cidade que tem o maior polo industrial do Estado.

Ou seja, além de abrigarem os empreendimentos, na média eles movimentam mais dinheiro que os instalados nas outras 76 cidades capixabas.

Em resumo

O que aconteceu?

Cento e uma das 200 maiores empresas do Espírito Santo estão sediadas em apenas duas cidades: Serra e Vitória.

Qual é o ponto principal?

Quando olhamos para a receita operacional líquida, indicador escolhido pelos economistas do Anuário IEL 200 Maiores Empresas do Espírito Santo 2026 na montagem do ranking, dos R$ 222,12 bilhões faturados, em 2025, R$ 167,9 bilhões, 75,5%, se deram nas companhias instaladas na Capital e na Serra, cidade que tem o maior polo industrial do Estado.

Quais são os dados mais importantes?

Ou seja, além de abrigarem os empreendimentos, na média eles movimentam mais dinheiro que os instalados nas outras 76 cidades capixabas.

Qual é o contexto?

A concentração de riqueza em Vitória e Serra é uma questão antiga da economia capixaba.

Quais são os próximos desdobramentos?

Começa com a instalação do Porto de Vitória, em 1906, e se aprofunda violentamente com os grandes projetos industriais, a partir dos anos 1960.

Fontes