Volatilidade muda de marcha antes da eleição; entenda os sinais da Bolsa
Volatilidade ganha força antes da eleição. VIX Brasil bate recorde, enquanto estudo mostra como as oscilações do Ibovespa mudam perto da votação.

A volatilidade ganhou espaço na reta final antes do primeiro turno. Nesta sexta-feira (2), última sessão da Bolsa antes da votação, o Ibovespa superou os 190 mil pontos, mas também chegou a recuar aos 186,1 mil pontos.
Além da proximidade das urnas, o mercado repercute
Além da proximidade das urnas, o mercado repercute o payroll dos Estados Unidos , que veio abaixo das expectativas e mexeu com juros, dólar e ativos de risco.
Na véspera, outro termômetro já havia enviado um sinal relevante. O S&P/B3 Ibovespa VIX ( VXBR ) , conhecido como VIX Brasil ou “índice do medo”, fechou aos 32,39 pontos , maior nível desde sua criação, em março de 2024.
Calculado a partir das opções sobre o Ibovespa, o indicador mede a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias.
Desde 1994, o Ibovespa avançou em 87,5% dos meses
Desde 1994, o Ibovespa avançou em 87,5% dos meses de outubro com eleição presidencial; estudo compara o padrão histórico ao comportamento da Bolsa em 2026.
Segundo Fábio Figueiredo, o Vlad , a volatilidade realizada do Ibovespa em 2026 vinha abaixo da média observada nos anos eleitorais anteriores. Ao mesmo tempo, a volatilidade implícita nas opções já apontava expectativa mais elevada de oscilação.
O primeiro estudo apresentado por Vlad compara a volatilidade realizada do Ibovespa em 2026 com o comportamento médio registrado nos anos de eleição presidencial.
No gráfico, a linha azul representa o padrão dos ciclos anteriores, enquanto a laranja acompanha as oscilações de 2026 no período analisado.
“Então a linha azul é a volatilidade dos anos eleitorais passados, e a linha laranja é a volatilidade de 2026”, explica.
Historicamente, o aumento das oscilações começa antes da votação. Na leitura de Vlad, isso ocorre à medida que investidores ajustam posições e diferentes cenários passam a ser incorporados aos preços.
“Então a volatilidade, como eu coloquei, ela tende a subir um pouquinho antes das eleições”, afirma.
No padrão histórico apresentado pelo analista, a curva acelera em setembro e permanece elevada durante outubro, antes de perder força posteriormente.
“Ela tende a marcar topo justamente no final de setembro com mês de outubro”, observa.
No período analisado, porém, a linha de 2026 permanecia abaixo da curva histórica, indicando que os movimentos efetivamente registrados pelo Ibovespa ainda eram menos intensos do que a média dos anos eleitorais utilizados no estudo.
“A volatilidade atual de 2026 está abaixo do que na média se comportou”, destaca Vlad.
A movimentação mais forte observada posteriormente na reta final do primeiro turno não invalida essa leitura. O próprio padrão histórico apresentado pelo analista aponta uma aceleração da volatilidade à medida que a votação se aproxima.
O primeiro gráfico olha para movimentos que já aconteceram . Para observar as expectativas incorporadas aos preços, Vlad direciona a análise para a volatilidade implícita das opções.
“O que ele trouxe ali é a volatilidade realizada, que é a volatilidade histórica calculada do Ibovespa”, explica.
Em resumo
A volatilidade ganhou espaço na reta final antes do primeiro turno. Nesta sexta-feira (2), última sessão da Bolsa antes da votação, o Ibovespa superou os 190 mil pontos, mas também chegou a recuar aos 186,1 mil pontos. Além da proximidade das urnas, o mercado repercute o payroll dos Estados Unidos , que veio abaixo das expectativas e mexeu com juros, dólar e
Na véspera, outro termômetro já havia enviado um sinal relevante. O S&P/B3 Ibovespa VIX ( VXBR ) , conhecido como VIX Brasil ou “índice do medo”, fechou aos 32,39 pontos , maior nível desde sua criação, em março de 2024. Calculado a partir das opções sobre o Ibovespa, o indicador mede a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias.
Desde 1994, o Ibovespa avançou em 87,5% dos meses de outubro com eleição presidencial; estudo compara o padrão histórico ao comportamento da Bolsa em 2026.
Segundo Fábio Figueiredo, o Vlad , a volatilidade realizada do Ibovespa em 2026 vinha abaixo da média observada nos anos eleitorais anteriores. Ao mesmo tempo, a volatilidade implícita nas opções já apontava expectativa mais elevada de oscilação.
O primeiro estudo apresentado por Vlad compara a volatilidade realizada do Ibovespa em 2026 com o comportamento médio registrado nos anos de eleição presidencial.