Vorcaro quis encontro com Moraes depois de viagem do ministro à Espanha
Banqueiro mencionou investigações contra o Master enquanto magistrado participava de conferência em Madri

• Daniel Vorcaro tentou marcar encontro com Alexandre de Moraes em 30 de outubro de 2025, enquanto o ministro estava em Madri.
O contexto da decisão judicial
• O banqueiro pretendia alterar uma viagem aos Emirados Árabes Unidos para encontrar Moraes em 4 de novembro.
• Vorcaro afirmou ter colocado R$ 800 milhões no Master e relatou supostas pressões da PF e do MP sobre o Banco Central.
O banqueiro Daniel Vorcaro tentou marcar um encontro com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 30 de outubro de 2025, quando o magistrado participava de uma conferência internacional em Madri, na Espanha.
Detalhes e consequências do caso
“Fala meu caro tudo bem? Como esta aí em Madrid? Semana que vem vai estar no Brasil?”, escreveu Vorcaro ao contato identificado como Moraes, às 13h26.
Sete minutos depois, o banqueiro informou que pretendia alterar uma viagem aos Emirados Árabes Unidos para encontrar o ministro na terça-feira seguinte, 4 de novembro.
Na mensagem, Vorcaro também afirmou ter colocado R$ 800 milhões no Master e mencionou a expectativa de receber outros R$ 400 milhões na semana seguinte.
Em seguida, relatou ter recebido informações informais sobre pressões da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público sobre o Banco Central.
O empresário ainda mencionou “Andrei e Paulo”, nomes que, segundo a investigação, seriam referências ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues , e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
“É importante reforçar com Andrei e Paulo pra não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem que ai vai tudo pro saco”, escreveu.
Naquele dia, Moraes participava do VI Congresso da Conferência Mundial sobre Justiça Constitucional, realizado entre 28 e 30 de outubro de 2025, na capital espanhola.
O evento reuniu representantes de 122 tribunais, conselhos e cortes constitucionais de diferentes países, segundo o STF.
As tentativas de contato de Vorcaro começaram pelo menos dois dias antes. Em 28 de outubro, o banqueiro já havia sugerido um encontro na residência de Moraes, em Brasília. Posteriormente, voltou a procurar o ministro em novembro , conforme mensagens analisadas pela PF.
Vorcaro foi preso em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando se preparava para embarcar para os Emirados Árabes Unidos. A prisão ocorreu durante uma operação da PF que investigava irregularidades envolvendo o Master.
Os registros recuperados pela PF incluem textos preparados por Vorcaro no bloco de notas do celular e enviados pelo WhatsApp como imagens de visualização única. Não há confirmação de realização do encontro proposto para 4 de novembro.
Em resumo
• Daniel Vorcaro tentou marcar encontro com Alexandre de Moraes em 30 de outubro de 2025, enquanto o ministro estava em Madri. • O banqueiro pretendia alterar uma viagem aos Emirados Árabes Unidos para encontrar Moraes em 4 de novembro. • Vorcaro afirmou ter colocado R$ 800 milhões no Master e relatou supostas pressões da PF e do MP sobre o Banco Central.
O banqueiro Daniel Vorcaro tentou marcar um encontro com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 30 de outubro de 2025, quando o magistrado participava de uma conferência internacional em Madri, na Espanha.
“Fala meu caro tudo bem? Como esta aí em Madrid? Semana que vem vai estar no Brasil?”, escreveu Vorcaro ao contato identificado como Moraes, às 13h26. Sete minutos depois, o banqueiro informou que pretendia alterar uma viagem aos Emirados Árabes Unidos para encontrar o ministro na terça-feira seguinte, 4 de novembro.
Na mensagem, Vorcaro também afirmou ter colocado R$ 800 milhões no Master e mencionou a expectativa de receber outros R$ 400 milhões na semana seguinte. Em seguida, relatou ter recebido informações informais sobre pressões da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público sobre o Banco Central.
O empresário ainda mencionou “Andrei e Paulo”, nomes que, segundo a investigação, seriam referências ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues , e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. “É importante reforçar com Andrei e Paulo pra não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem que ai vai tudo pro saco”, escreveu.