Vorcaro relata pagamentos por filme sobre Lula e esquema com petistas
Ex-banqueiro afirma que negociou repasses ao Instituto Lula e a documentário em troca de acesso a fundos de pensão estatais

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, alegou ter negociado R$ 30 milhões para um documentário sobre Lula e repasses ao Instituto Lula, em um suposto esquema para acessar fundos de pensão de estatais.
Vorcaro citou o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto,
Vorcaro citou o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como envolvidos. As acusações foram apresentadas à Procuradoria-Geral da República, mas não avançaram por falta de provas.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou ter negociado pagamentos de cerca de R$ 30 milhões para financiar um documentário sobre Luiz Inácio Lula da Silva no exterior, além de repasses ao Instituto Lula, como parte de um suposto esquema para obter acesso a fundos de pensão de estatais.
Segundo relatos atribuídos a Vorcaro em áudio e documentos obtidos pela revista Veja , a negociação envolveu o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e integrantes do governo Lula, entre eles o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que à época chefiava a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência.
Pagamentos seriam contrapartidas para viabilizar investimentos de fundos
De acordo com o banqueiro, os pagamentos seriam contrapartidas para viabilizar investimentos de fundos de previdência de servidores públicos em produtos financeiros do Master. Vorcaro afirma que o acordo previa ainda uma comissão de 10% sobre os recursos captados com entidades.
As acusações, apresentadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), não foram levadas adiante naquele momento, sob a justificativa de insuficiência de provas, segundo a reportagem.
Em resposta, Lula declarou que “jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem financeira nem autorizou terceiros a receberem recursos de Vorcaro em seu nome”.
Padilha também negou relação com o banqueiro, assim como Olavo Noleto, então secretário-executivo da pasta comandada pelo ministro.
As alegações fazem parte de uma nova tentativa de colaboração premiada de Vorcaro, cuja credibilidade foi questionada depois do fracasso de uma primeira proposta.
Em um dos trechos apresentados pela Veja , Vorcaro afirma que seu então sócio e presidente-executivo do Master, Augusto Lima, articulou a aproximação com Vaccari por meio de lideranças petistas da Bahia.
O ex-líder do governo Lula no Senado , Jaques Wagner, teria ajudado a intermediar o contato, segundo o relato.
O banqueiro diz que a negociação previa um pagamento em dinheiro vivo de aproximadamente R$ 30 milhões para cobrir despesas de produção de um documentário sobre Lula gravado no exterior, além de outros valores destinados diretamente ao instituto que leva o nome do presidente e é administrado por Paulo Okamotto.
“Deveríamos fazer os seguintes adiantamentos: um pagamento por fora, ou seja, por espécie, na ordem de aproximadamente R$ 30 milhões para cobrir despesas de um documentário no exterior que estava sendo gravado sobre o Lula, e pagamento de valores ao Instituto Lula”, afirmou Vorcaro no material descrito pela revista.
O filme mencionado seria Lula , documentário do cineasta Oliver Stone, que reúne depoimentos de amigos e aliados do presidente.
Segundo Vorcaro, Vaccari também teria exigido uma comissão de 10% sobre os valores que o Master conseguisse captar com fundos de previdência ligados à Caixa Econômica Federal, ao Banco do Brasil , à Petrobras e aos Correios.
Em um áudio, o ex-banqueiro relaciona os pagamentos ao documentário e ao instituto. “O Augusto adianta ali para o Okamotto do Instituto Lula… E aí tem o negócio do filme também. O cara [ Vaccari ] pede para colocar dinheiro no filme do Lula”, diz.
Questionado pelo interlocutor sobre a semelhança com o financiamento do filme Dark Horse , sobre Jair Bolsonaro, Vorcaro afirma que os valores destinados à produção sobre Lula teriam sido até maiores.
“O filme do Lula eu coloquei acho que até mais [ que o filme de Bolsonaro ]. Eu acho que dá até mais. Só que o do Lula foi por fora, foi errado. O do Flávio não foi, porque foi patrocínio, foi patrocínio normal”, declarou.
Vorcaro afirmou ter informado às autoridades que dispunha de mensagens, registros de retiradas de dinheiro e informações sobre as rotas utilizadas pelos responsáveis pelas entregas.
O relato de Vorcaro também atribui participação a Padilha, a Noleto e a operadores ligados ao grupo.
Segundo o banqueiro, no fim de 2023 e no início de 2024, o Master montou uma equipe para buscar recursos de fundos de pensão federais.
Nesse processo, teria recebido propostas de pagamento de propina em troca de facilidades para acessar as entidades.
Em resumo
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, alegou ter negociado R$ 30 milhões para um documentário sobre Lula e repasses ao Instituto Lula, em um suposto esquema para acessar fundos de pensão de estatais. Vorcaro citou o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como envolvidos. As acusações foram apresentadas à P
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou ter negociado pagamentos de cerca de R$ 30 milhões para financiar um documentário sobre Luiz Inácio Lula da Silva no exterior, além de repasses ao Instituto Lula, como parte de um suposto esquema para obter acesso a fundos de pensão de estatais.
Segundo relatos atribuídos a Vorcaro em áudio e documentos obtidos pela revista Veja , a negociação envolveu o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e integrantes do governo Lula, entre eles o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que à época chefiava a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência.
De acordo com o banqueiro, os pagamentos seriam contrapartidas para viabilizar investimentos de fundos de previdência de servidores públicos em produtos financeiros do Master. Vorcaro afirma que o acordo previa ainda uma comissão de 10% sobre os recursos captados com entidades.
As acusações, apresentadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), não foram levadas adiante naquele momento, sob a justificativa de insuficiência de provas, segundo a reportagem.