“Votamos a favor da 6 X 1 e nunca mudamos de posição”, diz líder do PL
Flávio assinou "PEC alternativa" que permite negociar jornada e remuneração por hora trabalhada. Leia no Poder360.

Maioria do PL votou a favor no Câmara; Flávio assinou “PEC alternativa” que permite negociar jornada e remuneração por hora trabalhada
Líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta 3ª feira (13.out.2026) que o partido sempre apoiou a PEC que acaba com a escala de trabalho 6 X 1 e negou ter mudado de posição sobre a proposta.
Questionado por jornalistas sobre uma possível mudança de posicionamento da sigla, Sóstenes atribuiu a interpretação a uma falha na cobertura do tema.
“Nunca. Nós votamos aqui a favor, nunca mudou de opinião. É que vocês não informaram direito” , declarou.
Em maio de 2026, a Câmara aprovou ,
Em maio de 2026, a Câmara aprovou , em 2º turno, a PEC que estabelece a adoção da escala 5 X 2 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. As mudanças não acarretam reduções salariais.
Dos 97 deputados do PL, 81 votaram a favor do texto , 9 foram contrários e 7 não participaram da votação.
A expectativa para a votação no Senado é que a sigla libere a bancada na votação , já que a maioria dos senadores avalia que é preciso se posicionar em relação à proposta.
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, criticou em 6 de outubro a proposta em discussão no Congresso para acabar com a escala 6 X 1. Na ocasião, defendeu que trabalhadores tenham liberdade para definir a própria jornada de trabalho.
Nesta 3ª feira (13.out), porém, o senador afirmou que não pode votar contra a PEC , embora considere a proposta mal formulada e prejudicial à economia.
A campanha avalia que um posicionamento contrário ao fim da escala 6 X 1 poderia prejudicar Flávio eleitoralmente , já que a proposta estabelece mais um dia de descanso semanal para os trabalhadores.
A votação do fim da escala é uma estratégia do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), visando à sua tentativa de reeleição. A aprovação da PEC deve favorecer o petista na corrida eleitoral.
A avaliação da campanha é que seria mortal para o senador se posicionar contra a proposta de emenda à Constituição que dá 1 dia a mais de folga para os trabalhadores.
Levantamento da Genial/Quaest divulgado em maio mostra que 68% dos eleitores brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6 X 1 .
Em maio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, protocolou no Senado uma PEC que permite a negociação da jornada de trabalho entre empresas e funcionários.
O texto autoriza acordos individuais para a contratação por hora trabalhada, com remuneração e direitos proporcionais. Na prática, a medida poderia resultar em redução salarial caso houvesse diminuição da jornada.
Ao todo, 40 senadores assinaram a proposta , entre eles 16 do PL, incluindo Flávio.
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Em resumo
Maioria do PL votou a favor no Câmara; Flávio assinou “PEC alternativa” que permite negociar jornada e remuneração por hora trabalhada
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta 3ª feira (13.out.2026) que o partido sempre apoiou a PEC que acaba com a escala de trabalho 6 X 1 e negou ter mudado de posição sobre a proposta.
Questionado por jornalistas sobre uma possível mudança de posicionamento da sigla, Sóstenes atribuiu a interpretação a uma falha na cobertura do tema.
“Nunca. Nós votamos aqui a favor, nunca mudou de opinião. É que vocês não informaram direito” , declarou.
Em maio de 2026, a Câmara aprovou , em 2º turno, a PEC que estabelece a adoção da escala 5 X 2 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. As mudanças não acarretam reduções salariais.