Willer Tomaz diz que “sala secreta” é cofre de empresa de táxi aéreo
Advogado diz que estrutura em hangar é cofre comercial de táxi aéreo e nega ligação do espaço com Flávio Bolsonaro. Leia no Poder360.

Advogado diz que estrutura em hangar é cofre comercial da firma, que presta serviços para transportadoras de valores; ele também nega ligação do espaço com Flávio Bolsonaro
Advogado Willer Tomaz publicou, nesta 5ª feira (22
O advogado Willer Tomaz publicou, nesta 5ª feira (22.out.2026), um vídeo respondendo a uma reportagem do “ Jornal Nacional” , da TV Globo, que associou a ele uma “sala secreta” descoberta pela Polícia Federal em um hangar no Aeroporto de Brasília.
Willer afirma que a estrutura é uma sala-cofre de uso comercial de uma empresa de táxi aéreo da qual é sócio. Não divulgou o nome da empresa.
O advogado disse também que a reportagem foi intencionalmente publicada às vésperas do 2º turno das eleições para prejudicá-lo por meio da menção ao nome do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o Planalto.
Sala, que estava oculta atrás de um painel
Segundo a reportagem do “Jornal Nacional” , a sala, que estava oculta atrás de um painel de madeira e continha prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro, era usada para guardar dinheiro vivo.
Willer rebateu afirmando: “A sala é uma sala-cofre num hangar da empresa de táxi aéreo que eu sou sócio. Ela existe porque a empresa presta serviço para transportadoras de valores, algumas das maiores do país, com contrato”.
No vídeo, o advogado mostrou trechos do que seriam esses contratos, com os nomes das empresas tarjados por questões de segurança operacional.
A suspeita da Polícia Federal é de que os recursos tenham origem em fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social . Willer é investigado na operação Sem Desconto, que apura desvios indevidos em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS.
Ele também foi o maior apostador do Brasil em 2025, de acordo com a Secretaria de Apostas. Segundo reportagem de Natália Portinari e Fabio Serapião, do UOL , Willer apostou cerca de R$ 5 bilhões no ano e sacou quase R$ 200 milhões.
Willer Tomaz descreveu a estrutura como compatível com o serviço prestado: porta blindada, grade e máquina de contar cédulas. Afirmou também que a própria reportagem do “ Jornal Nacional” confirma que nada foi encontrado no local.
“Nada. Nem um real. Está na própria reportagem. O relatório diz que a estrutura é compatível com custódia de valores. Exatamente. É para isso que ela serve” , disse.
Willer questionou o momento em que a reportagem foi ao ar. Segundo ele, a Polícia Federal fez a diligência no hangar em agosto, mas a matéria só foi veiculada em outubro, a 4 dias do 2º turno das eleições. Para o advogado, o momento da divulgação não foi coincidência.
“Virou manchete em outubro, a 4 dias do 2º turno, com o nome do Flávio no meio” , disse. Ele afirmou que o candidato à Presidência não tem qualquer ligação com a empresa de táxi aéreo, com as transportadoras de valores nem com nenhuma outra empresa de sua propriedade.
A empresa, segundo Willer, opera com autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e os contratos com as transportadoras são regulares.
“Transportadora de valores transporta dinheiro, objetos de valor, atividade legal, regulada, fiscalizada. E o malote precisa de lugar seguro antes e depois do deslocamento” , explicou.
Ao encerrar, Tomaz reforçou o contraste entre sua linha de defesa e a abordagem da emissora: “Eu respondo com documentos, eles [Jornal Nacional] com suposições.”
A proximidade entre Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro também foi citada recentemente pelo jogador de futebol Richarlison, que diz ter perdido para a dupla a posse de uma mansão de luxo avaliada em R$ 10 milhões na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ).
Em resumo
Advogado diz que estrutura em hangar é cofre comercial da firma, que presta serviços para transportadoras de valores; ele também nega ligação do espaço com Flávio Bolsonaro
O advogado Willer Tomaz publicou, nesta 5ª feira (22.out.2026), um vídeo respondendo a uma reportagem do “ Jornal Nacional” , da TV Globo, que associou a ele uma “sala secreta” descoberta pela Polícia Federal em um hangar no Aeroporto de Brasília.
Willer afirma que a estrutura é uma sala-cofre de uso comercial de uma empresa de táxi aéreo da qual é sócio. Não divulgou o nome da empresa.
O advogado disse também que a reportagem foi intencionalmente publicada às vésperas do 2º turno das eleições para prejudicá-lo por meio da menção ao nome do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o Planalto.
Segundo a reportagem do “Jornal Nacional” , a sala, que estava oculta atrás de um painel de madeira e continha prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro, era usada para guardar dinheiro vivo.